7 Cuidados para ter sucesso com uma franquia

Data: 10/10/2016
Fonte: Global Franchise /Online


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Do primeiro contato ao fim do acordo, confira dicas para ser bem-sucedido neste modelo de negócio

A escolha de uma franquia é um processo que deve ser repleto de cuidados. Afinal, há, na maioria dos casos, um bom dinheiro envolvido no negócio – as economias de uma vida, em alguns casos.

No entanto, se alguns cuidados forem tomados, o franchising é uma boa alternativa para empreendedores. “O empreendedor precisa ter alguns cuidados para prosperar”, afirma Ana Cristina Von Jess, diretora jurídica da Associação Brasileira de Franchising (ABF) do Rio de Janeiro.

Ana Cristina foi uma das convidadas do Fórum de Franchising, evento que ocorreu dentro da ExpoFranchising ABF Rio 2016, feira de franquias realizada no Riocentro de 6 a 8 de outubro.

Confira dicas da especialista para ter sucesso no franchising:

1. Descubra se você tem o perfil de um gestor de franquias

Um dos dilemas de empreendedores iniciantes diz respeito à escolha entre uma franquia e um negócio próprio, criado do zero. “Franquias têm menos chance de fracasso que negócios próprios, mas exigem investimentos mais altos. Além disso, impedem que o empreendedor faça mudanças na sua operação. Tudo é pré-definido”, diz Ana Cristina.

Com isso em mente, o empreendedor deve se perguntar se tem condições de custear os investimentos em uma franquia e se consegue se adequar ao formato mais “engessado” deste modelo de negócio. Se uma das respostas for negativa, talvez seja melhor fazer outra coisa.

2. Escolha bem sua franquia

O franchising tem inúmeras opções de negócios. Como escolher um negócio realmente bom? Segundo Ana Cristina, um bom filtro é focar apenas em redes que façam parte da ABF. “As empresas devem obedecer a critérios de qualidade exigentes para fazer parte da associação”, afirma. A ABF tem outra forma de aferir a qualidade das franquias: o Selo de Excelência, conferido apenas a redes cujos franqueados estão muito satisfeitos com o negócio.

3. Barganhe com marcas mais novas

Um dos motivos que levam alguém a comprar uma franquia tem a ver com a aquisição de uma empresa já consolidada. “Quem abre um McDonald’s leva consigo toda a força da marca”, diz Ana Cristina.

Mas o que fazer ao negociar com uma franquia nova, sem muitas unidades? Deve-se deixá-la de lado? Para a diretora da ABF, a resposta é não. “O McDonald’s já teve esse problema um dia. Hoje, é gigante. Pode valer a pena investir em uma marca iniciante, mas é importante tentar ganhar uma vantagem nestes casos, como negociar um investimento inicial menor.”

4. Não minta na ficha cadastral

Ao demonstrar interesse em uma rede, o empreendedor deve preencher uma ficha cadastral para a franquia com quem pode fechar negócio.

A diretora jurídica da ABF afirma que, nessa hora, há pessoas que mentem em algumas informações, a fim de que sejam aceitas pela franqueadora – as redes têm processos seletivos para aceitar um novo parceiro.

Segundo ela, essas inverdades podem ser muito prejudiciais para todos os envolvidos. “A franquia tem a obrigação de prestar suporte ao franqueado. No entanto, pode não conseguir salvar um negócio se o empreendedor mentir sobre a quantidade de dinheiro que ele tem, por exemplo. Se a relação começa com mentiras, a tendência é que ela termine mal.”

5. Atenção à COF

Ao receber a ficha cadastral, a franqueadora entrará em contato com o interessado na rede. Caso ele realmente queira prosseguir a negociação, receberá a Circular de Oferta de Franquias (COF), um documento que revela dados importantes sobre a franquia, como o endereço da sede, valor de investimentos e informações sobre como será o suporte ao franqueado.

Neste momento, a franqueadora se abre e mostra os direitos e deveres dos franqueados. A COF mostra, ainda, um modelo do contrato de compra de uma franquia.

Segundo Ana Cristina, o empreendedor deve ler atentamente a COF. Se não estiver satisfeito com algo, pode pleitear alguma alteração. “O franqueado em potencial também deve fazer mais uma reflexão, concluindo se ele está preparado a aceitar o que virá pela frente.”

Vale ressaltar que a COF não é o documento que fecha o negócio entre as duas partes. No entanto, a COF está prevista na Lei 8955, que determina como deve ser a negociação de uma franquia. “Se uma rede não ceder a COF a um franqueado, o contrato final do negócio pode ser anulado”, diz Ana Cristina.

6. Fale com franqueados e ex-franqueados

A COF também exige que a franqueadora liste o nome de todos os franqueados e dos empreendedores que deixaram a rede nos últimos 12 meses. Assim, o interessado no negócio pode consultar quem já está operando uma unidade da rede que o interessa.

“Tire todas as dúvidas que você tiver. Pergunte sobre como é o suporte da franqueadora, se o negócio é lucrativo e o que mais surgir na sua cabeça. Os franqueados são as melhores fontes de informação sobre uma rede”, diz Ana Cristina.

7. O contrato pode ter cláusulas “vitalícias”

Segundo Ana Cristina, os contratos de franquias têm tempos determinados, com prazos que variam de três a 10 anos. No entanto, contêm itens quase que vitalícios. “Alguns contatos têm cláusulas que impedem o empreendedor de operar na mesma região em que sua unidade estava, ou que o proíbem de exercer a mesma atividade da franquia. É importante levar isso em consideração caso o franqueado queira romper o contrato ou não renová-lo.”

Publicada originalmente em: www.revistapegn.globo.com

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