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Construção civil projeta expectativas positivas para 2017

Data: 29/05/2017
Fonte: Unica News


Depois de vir de um mercado em 2015-2016 classificado como difícil, o presidente do Sindicato da Construção Civil de Mato Grosso, Júlio Flávio Campos de Miranda, estima que a construção civil deve ter neste ano um salto considerável. Só o Minha Casa Minha Vida vai movimentar em torno de R$ 1,5 bilhão em Mato Grosso. A construção civil, entre obras públicas e privadas, deve girar em torno de R$ 4 bilhões. “


Em 2015-2016, o mercado esteve difícil, o número de demissões foi maior que o de contratações, poucos lançamentos nos últimos dois anos, o governo também não fez sua parte com o lançamento de obras públicas. Mas estamos com expectativa de crescimento para 2017, acreditamos que o ano, em todos os setores da construção civil, vai ser melhor”, disse.


No Minha Casa Minha Vida, o presidente do Sinduscon cita que foi ampliado o limite, foi autorizado o pacote para 610 mil unidades no Brasil todo com a garantia de que o empresário que vai construir terá o recurso para financiar. “Vamos ter muitas obras públicas que vão acontecer mais, tanto o governo federal como o estadual devem fazer mais obras neste ano, pelo fato de 2018 ser ano eleitoral. Isto, além da volta das incorporações privadas e do lançamento de condomínios de casas, empreendimentos comerciais e residenciais, coisa que não aconteceu ou aconteceu muito timidamente em 2016 e agora vem com boas expectativas. Acreditamos no crescimento da construção civil e também no crescimento do Brasil”, frisa.


Júlio lembra que o Estado tem cerca de 5 mil obras de unidades do Minha Casa Minha Vida paradas. Segundo ele, 10% das obras do Minha Casa Minha Vida paralisadas no Brasil são de Mato Grosso. “É um número bem significativo porque Mato Grosso tem só 2% da população. Isso é um problema a administrar, acredito muito que estas obras sejam retomadas este ano, mas também obras governamentais como o Rodoanel, o Hospital Júlio Müller, escolas, entre outras, além de novos lançamentos tanto no setor público como no privado”.


A tendência, segundo o presidente do Sinduscon e diretor da empresa Concremax, é de que haja realocação de mão de obra, movimentação da economia, a indústria da construção civil vai ser reativada. “A estimativa de 15 mil em manutenção e contratação de trabalhadores diretos e mais 15 mil indiretos. No Minha Casa Minha Vida, em 2017, são 15 mil unidades, fora outros empreendimentos que acreditamos ficar em torno de 5 mil unidades”, frisa.


Júlio Flávio diz que o principal fator que o pacote do governo traz com o Minha Casa Minha Vida é a garantia de que vai haver recursos para construir as unidades. Em relação ao retorno aos empresários, Júlio frisa que o Brasil precisa respeitar mais os seus contratos, o setor público e até o setor privado. “Hoje as margens da construção civil são muito pequenas. Na maioria das obras, públicas principalmente, tem tabela a assinar, tabela de limite, hoje é permitida a rentabilidade bem apertada. Então, se você não recebe e com a taxa de juros do mercado e enfrenta problemas trabalhistas, atrasos de pagamento, tudo isso faz com que muitas empresas entrem no prejuízo ou parem suas atividades. Precisa ter um respeito maior dos contratantes, o respeito ao contrato, ao pagamento”, diz.


Outro problema, segundo o Sinduscon, é também de distrato, muitos compram empreendimentos e simplesmente por deixar de achar interessante querem devolver, desistir, às vezes a justiça autoriza a devolução sem que o comprador ao menos tenha de pagar o custo do empresário. “Hoje os empresários, só na contratação, têm um custo de 4 a 6% do valor do contrato, mais despesas administrativas, mais investimentos na obra. Aí chega o Judiciário e diz que é para devolver só um percentual do valor pago”.


Outro grande problema é que a construção civil gera mão de obra, mas a construção civil é cíclica. Acabando a obra e não tendo outra a construir, a empresa tem que fazer o desligamento e é quando acaba resultando no excesso de ações trabalhistas. “O Brasil tem mais ações trabalhistas que o mundo todo. Alguns profissionais acabam usando de esperteza e má-fé para tentar lucrar. Temos que ter uma reforma tributária, trabalhista. Tudo isso tem feito com que muitas empresas deixem de investir, de gerar emprego”. Empreendimentos também na expectativa


O diretor regional da Plaenge, Rogério Iwankiw, ressalta que o consumidor começa a dar sinais de retomada na confiança da economia. “O governo tem implantado medidas para o fomento da construção civil, como a mudança de patamar de R$ 900 mil para R$ 1,5 milhão nos limites de financiamento do SFH, a queda na taxa Selic, que chegou na última reunião do Copom a 12,25% a.a., e também no segmento MCMV com alterações significativas no enquadramento da renda dos compradores”.


Rogério frisa ainda que a construção civil é parte da economia do país, e está bem quando todos os demais setores estão bem. O diretor da Plaenge lembra que a construção civil é a área que mais registrou desemprego. Por isso, para a criação de mão de obra deve ser feita capacitação do trabalhador independente da área de atuação, isso é ponto chave para o crescimento pessoal e a manutenção de emprego. “Os postos de trabalho na construção civil serão criados conforme haja a retomada dos lançamentos imobiliários”.


Vivemos num cenário, principalmente de obras públicas, em que construções são paralisadas no meio do caminho por falta de repasses. O empresário investe e acaba se deparando com esta situação. Rogério diz que o planejamento físico-financeiro é vital para qualquer empreendimento. Quando se impõe isso com rigidez, se chega ao final sempre.


“Sempre buscamos oportunidades na vida. O mercado da construção civil atualmente oportuniza excelentes negócios ao comprador. Com a baixa dos juros, produtos prontos à disposição, financiamentos disponíveis, estamos passando por uma verdadeira janela de oportunidades. Viver sob seu próprio teto é uma sensação incrível, algo que deve ser perseguido por todos, uma meta de vida que estimula o crescimento pessoal e o gosto da conquista. Todos esperam ter um cenário ótimo para isso e 2017 vem confirmando ser este cenário”, afirmou.


O Grupo São Benedito diz que a transformação do cenário econômico atingiu os mais diversos segmentos produtivos de todo o território nacional. Com a construção civil não foi diferente: os indicadores das entidades que acompanham a atividade do setor revelaram uma retração no ano de 2016, seguida de estagnação. No entanto, um novo cenário surge com um tom de otimismo.


A promessa de retomada das vendas é baseada no diagnóstico que mostra a reação do mercado imobiliário no mês de dezembro, quando foram negociadas 310 moradias, garantindo R$ 68,815 milhões. Um dos aspectos desta evolução é o comportamento do mercado financeiro.


“A redução dos índices de majoração deve ser observada com otimismo, pois este ajuste afasta o receio da compra de imóveis, favorecendo as aquisições em curto prazo”, avalia Joadil Pinheiro, gerente de financiamento do Grupo São Benedito.
Segundo o Grupo, a retomada da redução nos juros tem muita responsabilidade nesta evolução, se traduzindo em um ponto de partida que pode colocar nos trilhos a construção civil. “Ainda de acordo com os dados do Secovi, o mercado imobiliário teve um salto surpreendente, com elevação de 31% de um mês para outro. Diante desta conjuntura, o mercado como um todo aguarda o compromisso por uma política econômica que continue priorizando a queda dos juros. Acreditamos que a redução das taxas é um fator com alto poder de impacto no consumo de bens duráveis como os imóveis. O estímulo é real quando o dinheiro passa a valer mais, pois assim ampliam-se as oportunidades de investimentos”, avalia Omar Maluf, diretor do Grupo São Benedito.


Segundo o Grupo São Benedito, se avaliado o mercado com mais profundidade ainda em 2016, vão se encontrar números mais positivos na construção civil, em uma época mais competitiva de juros no mercado. Esta avaliação foi feita pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis – Secovi, em parceria com a Prefeitura Municipal de Cuiabá, por meio de pesquisa que mensurou o setor ainda no terceiro trimestre de 2016. “Esse foi o melhor período dos últimos 18 meses. Entre unidades novas e usadas, foram transacionadas 3.403 unidades com um ticket médio de R$ 236 mil. A região oeste da capital liderou o volume de imóveis comercializados”.


Agora em 2017 o Grupo São Benedito mantém os investimentos no setor imobiliário, que é a grande alternativa para evitar riscos com as flutuações de mercado. Não é em vão a sentença de especialistas quando as análises conjunturais macro apontam que investir em imóveis é seguro e rentável. Diante do cenário econômico, concretizar a compra de imóveis passou ser a certeza confiável de investidores conservadores, e até de quem aposta neste ramo pela primeira vez, seja para morar ou mesmo para quem planeja ampliar o patrimônio pessoal.


”O investimento no mercado imobiliário é mais seguro porque se trata da aquisição de um patrimônio físico que historicamente tende a se valorizar em escala superior a outras possibilidades, se comparado com outros bens com depreciação normal de mercado. O que determina a rentabilidade que um imóvel pode ter, por exemplo, é a localização. Em Cuiabá ainda existe um grande diferencial em relação a outras capitais: o déficit habitacional. Ou seja, quem tem imóvel para investir sabe que é interessante ampliar a carteira de renda, pois é lucrativa. Uma fonte de renda inesgotável”, explica Omar Maluf, diretor do Grupo São Benedito. Ainda seguindo uma política de investimentos, o Grupo São Benedito sempre alerta para um fator de extrema importância: a localização do imóvel, este é um dos fatores que determinam se uma aquisição é boa ou ruim, algo que pode definir a valorização ou depreciação do bem adquirido.


“Para ter garantias de que um imóvel será valorizado, é de extrema importância que a área perimetral tenha um elevado índice de desenvolvimento humano e social; a tendência é que, com o tempo, o valor do bem adquirido pode manter uma constante elevação”, define Heitor Barua, gerente comercial do Grupo São Benedito.

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