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12 ABR 2018

Tendência: franquias em locais alternativos atraem investidores por baixo custo operacional

Você já ouviu falar de franquias em locais alternativos? Pois é, esse tipo de negócio tem crescido rapidamente no Brasil em paralelo à tendência do mercado imobiliário de misturar empreendimentos comerciais aos residenciais. Além disso, espaços como hospitais, condomínios, faculdades, arenas esportivas, escolas, terminais rodoviários e estações de trem e metrô, que possuem bom fluxo de pessoas, também têm se mostrado vantajosos e atraído investidores, já que costumam ter custos operacionais mais baixos se comparados à pontos comerciais em shoppings, aeroportos ou até mesmo nas ruas da cidade.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), cerca de 90% das unidades de franquias estão estabelecidas dentro de shopping centers e nas ruas. Galerias comerciais de supermercados, cuja indústria também se movimenta para explorar essa receita adicional, respondem por 3,6% do total. Terminais rodoviários e aeroportos são o destino de 0,8% das lojas franqueadas. Já condomínios residenciais, comerciais, clubes e outras localizações respondem apenas por 1,4% das unidades, mostrando, assim, que existe uma demanda a ser suprida.

A principal vantagem em se abrir uma franquia em um espaço alternativo é em relação ao custo operacional, que se torna mais baixo. Ao contrário de shoppings centers e das vias circulatórias das grandes cidades, os locais alternativos não realizam a famosa cobrança de “luvas”, além do custo de locação ou implementação ser mais baixo em relação aos demais.

Outros fatores favoráveis aos pontos alternativos é a menor concorrência e a diversificação dos canais de relação com o consumidor. Uma recente pesquisa da ABF revelou que 92% das franquias que atuam no País desenvolveram inovações operacionais entre 2014 e 2016. Grande parte delas serviu exatamente para a criação de modelos de negócio voltados à locais alternativos.

Faturamento e lucro maiores

Pelo fato dos custos operacionais desses pontos serem mais baratos que os cobrados em shoppings, aeroportos e ruas, as despesas para manter o negócio também diminuem, o que pode gerar maior lucratividade. Vale lembrar que lucro e lucratividade são palavras distintas. Enquanto a lucratividade é o valor percentual dos seus ganhos em relação ao faturamento já com os custos gerais subtraídos, o lucro é aquilo que você bota no bolso ao final do mês.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente do Grupo Cherto e um dos fundadores da ABF, Marcelo Cherto, especificou que franquias em locais alternativos como as mencionadas acima podem faturar entre 25% a 40% mais que cantinas comuns nos mesmos espaços.

Para o especialista em franchising e diretor da consultoria Franchise Solutions, Pedro Almeida, o franqueado de um ponto alternativo também pode elevar o seu faturamento através de serviços como o delivery, se isso for permitido.

“A grande vantagem é mesmo o custo ocupacional, e por isso é importante que o franqueado negocie bem antes de entrar, para não ter surpresas desagradáveis depois. Uma outra estratégia que também é interessante avaliar é se o local permite fazer entregas delivery, assim o negócio não fica preso apenas no ponto comercial.”

 

Recomendações

Antes de fechar um negócio do tipo, é relevante que o franqueado atente-se à questões que podem inviabilizar a franquia. Um exemplo claro é abrir um negócio com preços mais altos em espaços onde o fluxo de pessoas é formado por classes sociais mais baixas, como acontece em terminais rodoviários, estações de metrô, entre outros.

Na visão de Almeida, da Franchise Solutions, o ponto comercial, mesmo que alternativo, precisa ter sinergia com o público que frequenta o local. Do contrário, o risco de insucesso é iminente.

Entre os segmentos mais viáveis para instalação de franquias nesses tipos de locais estão os de alimentação (cafeterias, lanchonetes, fast foods), serviços (conserto de celulares e lavanderias, no caso de condomínios) e outros negócios (pet shops, lojas de conveniência). Nesse sentido, avalie cautelosamente caso a caso, pois seria inviável, por exemplo, abrir uma pet shop dentro de um hospital. Porém, em condomínios residenciais o negócio poderá decolar. O contrário acontece com cafeterias, que podem funcionar muito bem em centros médicos e faculdades, mas podem representar um mau negócio em outros locais.

“Vale ressaltar que antes de ir para um local como esse é necessário avaliar se a demanda será suficiente, a fim de que as contas realmente fechem e sobre um lucro interessante para o franqueado. Visto isso, é negociar bem o contrato de aluguel (custo ocupacional) e montar a operação.”

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